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Crítica de Cav. Uff.
Dr. M° Giuliano OTTAVIANI
Pittore-Scultore-Orafo
GRAÇA RAMOS: ARTISTA DA LUZ
A luz, elemento vital, fogo que acende a vida e cancela a noite revestindo a matéria de poesia. Nos séculos símbolo de espiritualidade, vida, verdade e beleza, a mesma vida que envolveu Rubens na sua passagem pela Itália nos cromatismo dos artistas venezianos e no “ luminismo “ de Caravaggio que revestia as suas formas de luz e cromatismo vibrante e que dava a matéria aquela anima real revitalizando o “ 600 “ napoletano. Aquela luz que fez vibrar Monet, percebendo a sua ação na catedral de Notre Dame de Paris nos quatros momentos do dias, deslumbrando a ação do maior artista do mundo, “A Luz”.
Aquela caricia poética, que todo dia, pontualmente, beija a matéria, tingindo-a de mil cores, transformando-a docemente, estimulando a Monet, espírito fruidor do belo, a mesclar a matéria cromática, para imitar e deixar na tela os próprios sentimentos, como Mario Merz, autor contemporâneo que com os neons coloridos, colocou a luz como meio introspectivo e testemunho da contemporaneidade.
Graça Ramos, artista vital, vibrante, que mescla as cores como nota colorida, criando sinfonias cromáticas que penetram na pele, instigando aquela vida introspectiva que, num momento de exaltação criativa, a conduz misturar materiais de forma tecnicamente híbrida, aparentemente contrastante, inserindo o elemento vital, a luz, nas vísceras da ópera, ascendendo violentamente as formas, catalisando e superando a matéria, transformando-a em energia poética pura, dando força tumultuosa em uma expressão direta. Transforma como mágica, materiais recicláveis antiestéticos em beleza pura, em um equilíbrio de meios espressivos típico de quem possue uma forte personalidade, dom muito raro das pessoas criativas que descreve o próprio tempo filtrado dos sentimentos pessoais, essência vital para ser colocada como testemunho na historia da humanidade.